Mulheres na Engenharia - Movimentos em todo o mundo contribuem para o destaque da mulher em carreiras técnicas

Engenheira Beatriz Vidigal XavierMulheres na Engenharia

Movimentos em todo o mundo contribuem para o destaque da mulher em carreiras técnicas

Formada em engenharia de produção mecânica, Beatriz Vidigal Xavier, tem mais de 30 anos de experiência na profissão e já trabalhou em indústrias no Brasil e no exterior em projetos de engenharia e de bens de capital. 

Beatriz possui ampla experiência no gerenciamento de contratos com os setores público e privado (nas áreas de energia, óleo e gás, siderurgia, nuclear, defesa, logística, transportes, embalagem e manuseio de materiais, entre outros) e também é perita de engenharia em processos judiciais e procedimentos arbitrais nas áreas de energia (geração, transmissão e distribuição), óleo e gás, siderurgia, transportes (rodoviário, ferroviário e metroviário), construção, montagem, fabricação de equipamentos e produção de bens, componentes e peças, bem como atua como árbitra e mediadora.

Especialmente, vem atuando como mediadora em casos em que uma das partes é a administração pública direta ou empresa pública. Também atua como membro de Dispute Board e do InfraWoman Brazil.

Na Tarobá Engenharia e Negócios desde 1997, a executiva afirma que “a mulher engenheira vem ocupando pouco a pouco mais espaços na sociedade, mas a velocidade deste movimento ainda é pequena”.

Beatriz relata que vem acompanhando alguns movimentos acontecendo, como o diálogo conquistado pelas mulheres engenheiras do Instituto de Engenharia e ações da ONU no âmbito da Commission on the Status of Women (CSW) para incentivar nas cinco regiões do mundo o aumento de mulheres e meninas em carreiras STEM – Science, Technology, Engineering and Maths. “Esses movimentos contribuem para a compreensão que mulheres têm olhares diferentes para as questões técnicas e têm muito a contribuir para o desenvolvimento sustentável das carreiras técnicas”, afirma.

Beatriz respondeu a algumas perguntas da revista Brasil Engenharia, que nesta semana publicou uma série de entrevistas com mulheres engenheiras.

Confira!

Quais as principais dificuldades que encontrou nesse mercado? Ainda existe preconceito?

“O preconceito ainda existe, especialmente em ambientes com pessoas de idade avançada. Encontrei dificuldades no âmbito familiar, universitário e depois nos ambientes de trabalho. Mas as dificuldades foram todas superadas com muita paciência e resiliência. A mulher tem que provar sua competência com maior grau que os homens. As mulheres são sempre questionadas e suas opiniões são postas a prova.

Infelizmente, ainda assistimos hoje em dia uma mulher emitir opinião em reuniões e ninguém dar bola. Minutos depois, um homem na mesma reunião repete a ideia, e daí prestam atenção.”

O que gostaria de falar às mulheres que querem uma carreira na engenharia?

“Sempre dê sua opinião, apresente seu ponto de vista com propriedade e firmeza. Embora possa parecer que não estão te ouvindo, no fundo estão. Você acabará sendo ouvida, só não pode se calar.”

Foto: Engenheira de produção mecânica, Beatriz Vidigal Xavier, tem ampla experiência no Brasil e exterior

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