Mulheres na Engenharia - Scania tem primeira mulher engenheira de teste de campo

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Scania tem primeira mulher engenheira de teste de campo

O que dirão os que ainda têm preconceito com a mulher como motorista de um simples carro de passeio ao saber que um dos profissionais de testes de campo e validação dos veículos da Scania Latin America é a engenheira mecânica com ênfase em automobilística Sibelly Souza Ramos, que atua na área de Pesquisa e Desenvolvimento?

Pois a Sibelly é a primeira mulher a atuar nessa posição na Scania Latin America, com veículos em desenvolvimento, que ainda não estão disponíveis para venda no mercado. Ela já fez a validação de caminhões da marca em diferentes aplicações, como sucroalcooleiro, madeireiro, longa distância e distribuição.

 


No campo, a engenheira acompanha o desempenho dos veículos de teste na operação do cliente, levando em consideração diferentes critérios técnicos, como disponibilidade do veículo na operação, manutenções preventivas e corretivas, atualizações e inspeções periódicas.

Para ela, “atuar numa área onde predominam os homens é um tabu que está mais lá fora do que dentro da Scania”.
“Aqui na Scania, nunca houve preconceito pelo fato de eu ser mulher. Pelo contrário, sinto que a presença feminina é muito bem incentivada por aqui. Já fora da Scania, houve situações em que clientes e motoristas mostraram certa desconfiança pelo fato de eu ser uma engenheira mulher”, garante.

Ela compara a participação feminina no mercado de engenharia mecânica e comenta que embora tenha crescido, ainda é muito discrepante em relação aos homens. Na faculdade, por exemplo, lembra que na turma de 45 alunos somente duas eram do sexo feminino.

Em 2016, Sibelly ingressou na Scania como estagiária na área de teste e validação de veículos, dando suporte aos engenheiros de teste. Após o término do período de estágio, em 2018, assumiu o cargo atual. Segundo ela, há um aumento gradativo na quantidade de mulheres em funções normalmente ocupadas por homens no departamento de engenharia da empresa.

A engenheira da Scania analisa também que já existe mudança nos processos de contratação das empresas, visando um ambiente de trabalho mais heterogêneo. “Ficou mais nítido que o diferencial de uma engenheira é justamente o seu gênero, forma de pensar e agir. Por isso, acredito que teremos mais mulheres atuando nessa área. Há muitos desafios e quebra de paradigmas nessa jornada. Vejo que um dos obstáculos está em sobrepor estereótipos. Como, por exemplo, a profissão que a mulher deve exercer ou posição hierárquica onde deve estar. Para seguir adiante, devemos sempre estar alinhadas com o nosso objetivo e propósito. Trabalhando para que isso seja definido pelas competências, não gênero”, afirma.

Foto: Engenheira mecânica com ênfase em automobilística, Sibelly Souza Ramos é a primeira mulher em teste de campo na Scania

 

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