Engenheira, professora da UFRGS recomenda resiliência às estudantes e profissionais em início de carreira

Enga Simone Ramires UFGRSEngenheira, professora da UFRGS recomenda resiliência às estudantes e profissionais em início de carreira


Por Regina Trombelli
Docente da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Coordenadora do Projeto Acolhimento dos Calouros – NADI-EE, a engenheira civil Simone Ramires se define como apaixonada pela profissão e conta que sua permanência e sucesso na carreira escolhida dependeram de muita resiliência, pois enfrentou preconceito por ser mulher desde a faculdade, concluída em 2002.


“Encontrei dificuldade tanto nas disciplinas ministrada por professores, na procura de estágio ou para ser contratada para áreas que até então eram masculinas, como estradas, mineração, obras de grande porte, como construção de pontes e viadutos”, relata Simone, que desenvolve um projeto em parceria com o Instituto de Aplicação da UFRGS “Mulheres na Engenharia”, com foco na maior adesão de mulheres na profissão, que se inicia nas estudantes do ensino médio.
Ela conta que quando se formou “a condição de ser engenheira era ficar no escritório, mais para questões de planejamento, fiscalização, orçamento, projetos”. Condição que ela aceitou até adquirir experiência e mostrar “que tinha condições para ir a campo, trabalhar com sondagem de solo, entre outras áreas que apresentava interesse na faculdade”.
Simone começou a carreira como analista de processos no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (CREA) e, concomitante, ministrava aulas de software gráfico para estudantes de cursos técnicos. Ao longo da trajetória, surgiu o interesse pelas questões ambientais, com foco na gestão de resíduos, economia circular, legislação ambiental e para a educação em engenharia. “Na faculdade, sei que aos poucos consigo mudar alguns pontos ainda engessados na área. Sempre tive convicção de que nasci para ser engenheira e foi o que me fez ser resiliente, não desistir, ser forte, argumentar, ter criticidade e saber resolver problemas e/ou sair deles, um dos pontos da profissão”.
Coordenadora do Projeto Acolhimento da Escola de Engenharia da UFRGS, Simone é responsável por dar as boas-vindas aos alunos dos cursos de engenharia que iniciam na universidade. Ela sempre buscar passar para as alunas a importância de não desistirem de seus sonhos e aproveitar ao máximo a fase da estudante. “Digo com toda convicção que escolheria engenharia 1000 vezes na minha vida, mesmo tendo poucas horas de sono durante a graduação, mesmo sendo difícil entender algumas disciplinas e/ou o próprio professor, mesmo por muitas vezes questionar-me se era a escolha certa para minha vida, duvidando da minha capacidade. Mas, como digo, a engenharia me fez ser resiliente, torna-me cada vez mais forte e tenho orgulho da pessoa que me tornei”.
Simone também ministra a disciplina de Gestão Ambiental para Engenharia, Ciência, Tecnologia e Ambiente (CTA) na UFRGS, atua nos projetos de pesquisa Contêineres como Espaço de Convivência na Universidade (AMEVIL), Árvore Solar, Naturae Plastic (plástico biodegradável), Reliqua Biogás(gás natural renovável), GURI (rotas interativas na UFRGS), Conserta UFRGS, IluminaTchê: Iluminação Sustentável, T.U: Transporte Universitário, Fila Virtual,Alta Scientia: Ensino Hibrido, Educação para Engenharia, Inovação e Empreendedorismo, Gestão de Resíduos.Membro do Future Female Business School Programme (2021).
Na UFRGS há 13 cursos de Engenharia, entre eles, Engenharia Civil, Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia Química, Engenharia de Minas, Engenharia de Materiais, Engenharia Metalúrgica, Engenharia de Produção, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Energia, Engenharia Ambiental, Engenharia de Computação, Engenharia Física.
Foto: Engenheira Simone Ramires, Docente da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

 

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